A Mulher na Arte pt.2

Acredite você ou não, mas o primeiro retrato da história foi feito por uma mulher, Dibutades, em uma parede. A obra representava a silhueta de seu amante. O mais impressionante, para mim pelo menos é que, depois dela, pouquíssimas de suas sucessoras foram aceitas e reconhecidas. A trajetória da mulher na arte é clara: sempre foi mais objeto do que sujeito.

Mas como assim não tivemos grandes artistas? Posso dizer que tivemos, mas elas não receberam o reconhecimento que mereciam, e pouquíssimas, tiveram um reconhecimento parecido ou igual de um homem, mostrando assim como a diferença é muito grande.

Foram pouquíssimas as mulheres que conseguiram que seus trabalhos fossem “aplaudidos” pela sociedade, mas muitas delas ou eram descritas como mulheres que eram absurdamente talentosas, e só por isso conseguiram superar as barreiras de seu lar, ou como a mulher de tal artista, a mulher de tal homem, como Franciose Gilot, que ficou mais conhecida como a mulher de Pablo Picasso. Outras acabaram desistindo de suas expressões artísticas por conta das fortes requisições  e expectativas da sociedade patriarcal e androcêntrica (termos explicados no nosso dicionário :), e muitas por passarem muito tempo fazendo outras coisas, não tendo assim , tempo para arte.

A mulher foi muitas vezes, apagada dos registros históricos ligados à arte, já que muitas realizavam tipos de arte que não eram valorizadas na época, ou seja, não eram consideradas artes plásticas, como a a têxtil, que era tratada como “arte decorativa” ou artesanato, ou também, porque muitas delas não tiveram ao menos o ensino básico, quanto mais informação sobre o tema.

No final do século XX, podemos ver uma grande mudança no cenário global  principalmente por conta da Primeira guerra Mundial e outros conflitos e distúrbios que aconteciam no mundo naquela época. Isto fez com que as mulheres ganhassem mais espaço no mercado de trabalho, e começassem a assim, terem uma nova noção de mundo. Apesar de serem marginalizadas, muitas artistas como Helen Saunder, correram atrás de seu espaço e fizeram questão de participarem do movimento Vosticista (começo do século XX).

Na década de 60, o movimento de mulheres que começaram a ensinar e estudar em escolas de arte nos EUA e na Europa, foi extraordinário, e assim elas começaram a se incentivar a expor suas obras em galerias e museus.

Esse início da mulher na arte, foi a pavimentação do caminho de muitas artistas que temos hoje. Ainda falta muitos estudos sobre a representatividade e a aceitação do sexo feminino neste ramo, mas muito além disso, elas precisam ser mais aceitas e suas obras precisam ser mais prestigiadas, não por conta do gênero, mas sim porque seus talentos merecem ser reconhecidos e aplaudidos pela sociedade.

Infelizmente, não podemos mudar o passado, resgatar as obras e os talentos das artistas que foram esquecidas ou apagadas, mas podemos sim dar mais espaço e representatividade para as artistas que hoje, para podermos assim, ter cada vez mais a mulher como sujeito do que objeto na arte.

 

Fontes

https://www.youtube.com/watch?v=DnVUazlWKzo

https://pt.khanacademy.org/humanities/art-history-basics/tools-understanding-art/a/a-brief-history-of-women-in-art

https://amusearte.hypotheses.org/2192

http://www.edicoesaurora.com/ensaios/Ensaio6.pdf

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