A mulher nas telas – de 1900 até 2000

Antes de começar, quero que se lembre de quando era menor, e ia se divertir com seus amigos: como faziam para escolher quem ia ser quem nas brincadeiras, imitando seus filmes e desenhos favoritos? Ou mesmo quando ia jogar videogame, qual personagem você escolhia? Porque entre os meus amigos e amigas, todos brincavam com o personagem que mais se parecia, aquele que mais se identificava, seja em questões de aparência ou de jeito.

Assim podemos ver como a identificação é algo importante para todos em todas as idades, poder saber que suas características não são estranhas, muito menos, anormais, e ver isso através de um meio que alcança milhares de pessoas, acaba sendo confortante.  Poder se reconhecer em personagens de jogos e livros, é algo que nos deixa mais cômodos, e algumas vezes, até mais cativados pela história. E isso não seria diferente nas telas de cinema, um lugar que serve de inspiração e diversão para muitos.

Antes da luta pela igualdade de gêneros começar a ganhar popularidade, o papel da mulher nos filmes era o mesmo que em seu dia a dia, servir o homem de todas as maneiras possíveis, então se não estava na cozinha sendo a dona de casa, estava dentro de roupas curtas e sensuais, satisfazendo sexualmente os personagens e os telespectadores.

A parte da identificação, também ficava para os homens, onde se viam primeiramente atraídos pelos corpos femininos, e depois se identificando com o personagem que chegava na mulher e agia exatamente da maneira que o espectador gostaria de agir. Um exemplo claro disso é em Sr. e Sra. Smith, como é explicado em Feminismo na Prática:

“[…] o espectador – necessariamente um homem heterossexual como o personagem de Pitt – tem dois momentos de prazer. O primeiro é ver a personagem de Angelina Jolie dançando, mostrando o corpo para o interesse romântico, num primeiro momento fora de quadro. Em seguida, o bonitão se levanta e dança com ela, reagindo e guiando o desejo do espectador sobre o corpo daquela personagem.”

Depois da popularidade do feminismo, o papel das mulheres nas telonas, vem mudando muito. Os personagens femininos que antigamente eram representadas por mulheres brancas, magras e heterossexuais, com jeitos frágeis, fracos, sensíveis e sensuais, hoje se transformam em mulheres que representam cada uma de nós, sendo por exemplo, negras, brancas, magras, gordas, altas, baixas, lésbicas, heterossexuais ou bissexuais.

O sentimento de identificação de mulheres diante dos filmes ou séries, vem aumentando muito, por mais que em 2018 a ONU Mulheres afirma que  apenas 31% dos personagens com fala nos filmes são mulheres e apenas 24% dos tramas trazem o personagem principal sendo do sexo feminino.

Já passou da hora de sairmos do padrão “Hollywoodiano”, onde mulheres são representadas por seus corpos, e não por seus conhecimentos e ações. Que venham mais filmes que façam o mundo olhar para as personagens femininas de uma maneira mais respeitosa, e que mostre que a igualdade entre os sexos é a única maneira de vivermos de forma harmoniosa e em paz.

 

E para homenagear alguns filmes e séries que representaram muito bem o papel da mulher, e trouxeram a igualdade à tona, aqui vai uma listinha de recomendação, espero que gostem 🙂

 

FILMES:

Mad Max: Estrada da Fúria

Valente

Moana

Jogos Vorazes

Zootopia

O Sorriso de Monalisa

Jackie

 

SÉRIES:

Orange Is The New Black

Jessica Jones

Grey’s Anatomy

Grace and Frankie

Gilmore Girls

As Telefonistas

Once Upon A Time

 

Fontes:

Mulheres no cinema: a importância da representatividade

A Representatividade Feminina no Cinema

 

Mulheres no cinema: do preconceito à representatividade

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