A Mulher Negra 

Eu não sei você, mas eu acho incrível o quanto todos os movimentos atualmente abrem espaço para novas vozes. Vozes que antes escondiam seus talentos e vontades por um forte preconceito. Vozes que antes guardavam suas ideias e inovações por falta de conhecimento. Vozes que antes não expressavam seus sentimentos e emoções por uma sede de poder de uma minoria. Mas hoje, com as grandes revoluções, enormes mudanças foram feitas dentro de sociedade. O feminismo foi uma delas, que abriu espaço para a mulher, a dando voz para o escolher o que acontecerá em sua vida, a dando direitos constitucionais, a fazendo escolher como irá agir e o que irá fazer, e com certeza, essa mudança, deu as mulheres a oportunidade e a vontade de lutar por seus direitos. 

A mulher negra com certeza, não se exclui desse movimento, não perdendo o direito de lutar, mas infelizmente, o machismo e o racismo ainda são muito presentes em nosso dia a dia, algo que é notável para todos, fazendo com que elas, sofram um preconceito muito maior que a mulher branca, e enquanto o feminicídio de mulheres brancas diminuiu 10% em 10 anos, o da mulher negra aumentou 54%. 

No Brasil, a vertente do feminismo negro, surge na década de 1970 com o Movimento das Mulheres Negras (MMN), com a percepção de que estava faltado falar sobre sobre as pautas de gênero e raças juntas. O interesse em abordar esse assunto, surge também que diante da análise do movimento contra o racismo, a abordagem sobre sexismo não era algo pressente e que se tinha pouco interesse, já que o movimento era liderado apenas por homens. 

Desde o começo do movimento feminista, conseguimos sentir uma falta da pauta sobre raça, já que as primeiras ondas feministas foram lideradas por mulheres brancas de classe média alta, que não faziam lá muita questão de incluir a mulher negra no movimento. As reivindicações trabalhistas das mulheres negras começaram na só década de 1940, e foi por meio do jornal Quilombo, vida, problemas e aspirações do negro, que o tema começou a ser abordado no Brasil.

Com certeza as mulheres negras ainda tem muito espaço para se ganhar, mas de tempos para cá, seu lugar dentro de sociedade vem se abrindo cada vez mais (boa parte, graças as redes sociais). Hoje a voz delas é mais válida e tem mais força, e vem saindo com muita mais importância, fazendo com que milhares de mulheres possam se tornam aquilo que sempre sonharam e que nasceram para ser.

http://www.afreaka.com.br/notas/o-feminismo-negro-brasil-um-papo-com-djamila-ribeiro/

http://www.onumulheres.org.br/noticias/movimento-de-mulheres-negras-e-onu-mulheres-apresentam-localizacao-da-plataforma-da-marcha-das-mulheres-negras-nos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel/

https://www.politize.com.br/feminismo-negro-no-brasil/

 

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