Auxílio à mulher – Quarentena

Com um aumento de 9% das denúncias de violência doméstica durante a quarentena e uma estimativa do aumento de 20% dos casos, as autoridades tomaram algumas medidas para auxiliar mulheres presas com seus agressores durante a época de isolamento social.

Apesar de o serviço 180 e as delegacias responsáveis pelos direitos da mulher continuarem em funcionamento, o acesso à essas ferramentas se tornou mais difícil durante esse período, considerando que os agressores permanecem o tempo todo em casa. Por isso, foram criadas outras ferramentas que prestam apoio às mulheres nas denúncias de violência doméstica.

A ONG “Recomeçar”, por exemplo, disponibilizou um número para que as vítimas possam se comunicar através do WhatsApp. O advogado e presidente da ONG explica que “Nós disponibilizamos um WhatsApp porque, se as mulheres conseguirem mandar uma mensagem para nós e precisarem de um acolhimento emergencial, nós vamos acolher, inclusive sem boletim de ocorrência. E nós vamos tomar as providências necessárias depois.” O NÚMERO DA ONG RECOMEÇAR É (11) 99948-3695.

A OAB também prestou apoio, a presidente Cláudia Patrícia Luana Silva afirma que foram encaminhadas sugestões de medidas para o combate da violência doméstica para o Conselho Nacional da Justiça (CNJ) e ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Dentre elas, está a intensificação das campanhas de informação e prevenção, segundo a presidente “Precisamos pensar que as mulheres tem múltiplas realidades e que, por vez, a primeira ferramenta que o agressor destrói é o celular. Nesse contexto é importante que tenhamos o apoio de toda a comunidade no entorno, como vizinhos, familiares, para que sempre mantenham contato com essa mulher para ver se ela está bem, observar possíveis mudanças de comportamento que indiquem que ela esteja sofrendo violência.

Outra nova ferramenta foi criada pela Polícia Civil, agora é possível que a vítima faça um boletim de ocorrência por meio da internet, nas delegacias online. Essa medida também já havia sido discutida nas pautas trazidas pela AOB, mandadas ao Ministério e ou CNJ.

Essas são apenas algumas das medidas criadas para combater o aumento da violência doméstica durante a época de isolamento social. É muito importante continuar compartilhando todos essas novas ferramentas para que elas se tornem conhecidas e de fácil acesso a todas as mulheres. Assim, conseguiremos ajudar essas vítimas que passam todo o dia trancadas com seu agressor.

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