Bertha Lutz: O início do movimento feminista

Uma personagem essencial na origem do movimento feminista (que luta pela igualdade entre os gêneros) foi Bertha Lutz, nascida em São Paulo, dia dois de agosto de 1894.

Quando criança, Bertha costumava ajudar sua mãe nas duas escolas que havia criado, uma para uma para meninos pobres e outra para vendedores de jornais. Porém, durante sua adolescência, Bertha se mudou para a Europa, com o apoio de seu pai, para concluir seus estudos, cursando biologia na Sorbonne, em Paris. Foi nessa época que ela desenvolveu duas paixões: o feminismo e a ciência.

No início do século XX, Bertha Lutz se formou e voltou para o Brasil cheia de ideias feministas inspiradas do movimento sufragista que havia vivido na Europa. Assim, divulgou uma carta na Revista da Semana, na qual respondia um jornalista que acreditava que a população brasileira não deveria seguir o movimento sufragista que ocorria na Europa e nos EUA. Segundo ela, as mulheres deveriam se juntar e lutar pelos seus direitos de voto e não deixava de criticar o tratamento dado pelos homens à causa. Em seus discursos, Bertha defendia que as mulheres deveriam ter direitos, além do voto, a cargos políticos, educação e trabalho.

Após iniciar sua luta pelo sufrágio feminino, Bertha Lutz realizou vários outros feitos. Entre eles estava a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, fundada por ela e um grupo de mulheres com o objetivo de conquistar o direito de voto feminino e a atuação da mulher no Congresso Nacional. Mesmo com um total de 2 mil assinaturas, essa luta não foi suficiente. Assim, Bertha começou a cursar direito em busca de aprender novas maneiras para conquistar seus objetivos, um ano antes de se formar, viu sua meta ser atingida: Getúlio Vargas permitiu o voto facultativo feminino.

Buscando garantir o direito da mulher de atuação em cargos políticos, Bertha fez parte do comitê que elaborou a Constituição de 1934 e, após conseguir a igualdade de direitos políticos, ela se candidatou para deputada federal (já com várias ideias em mente), apesar de não ter conseguido votos suficientes para conquistar o cargo. Mesmo assim, ela se tornou a primeira suplente, apresentando o projeto de lei do Estatuto da Mulher e propondo o Departamento Nacional do Trabalho Feminino, Maternidade, Infância e Lar. Porém, seus planos foram interrompidos quando Getúlio Vargas instituiu o Estado Novo e fechou o Congresso, fazendo com que Bertha voltasse o foco apenas para seus projetos de ecologia.

Bertha nunca se casou e sempre foi financeiramente independente, mesmo que aquilo fosse extremamente incomum em seu tempo. Depois de representar fortemente seu país, lutar pelos direitos femininos e realizar importantes pesquisas científicas, ela morreu dia dezesseis de setembro de 1976, já com 82 anos de idade, em m asilo no Rio de Janeiro.

 

Fonte de pesquisa: Livro “Extraordinárias Mulheres que Revolucionaram o Brasil”.

 

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