Dandara: Líder dos Palmares

Uma mulher forte, guerreira e determinada que participou de uma das mais importantes e difíceis épocas da história do Brasil e, mesmo assim, deixou de aparecer em muitos livros de história.  

Dandara era uma mulher negra que morava na região da Serra da Barriga, no município de União dos Palmares. Lá ela tinha a missão de liderar e proteger os quilombolas que fugiam dos engenhos de açúcar das redondezas, esses habitavam o Quilombo dos Palmares, maior centro de resistência a escravidão negra do Brasil.  

Além de ser uma ótima capoeirista, Dandara fabricava lanças e espadas e era a responsável por planejar as ações de combate. Liderava cerca de 30 a 50 mil quilombolas, que lutavam ao seu lado pela busca da liberdade. Além disso, tinha o apoio de seu companheiro Zumbi, que também tinha uma forte colaboração para o funcionamento do Quilombo dos Palmares.  

Dandara era totalmente contra o regime colonial português que recaia sobre o Brasil naquela época, desejava que o quilombo ampliasse suas forças contra os fazendeiros e extinguissem todas as formas de escravidão no país.  

Assim, quando em 1678 Ganga Zumba, tio de Zumbi, assinou um contrato de paz com o governo da província de Pernambuco, Dandara se posicionou totalmente contra, já que o contrato dizia que aqueles que habitavam o quilombo poderiam ali viver praticando o comércio, mas se algum escravo viesse em busca de refúgio, ele deveria ser entregado.  

Esse fator foi essencial para o rompimento de Zumbi com Zumba e, mais tarde, a morte do tio por quilombolas contra o tratado de paz português. Assim, Zumbi e Dandara puderam continuar na liderança dos combates do quilombo. 

Porém, no dia 6 de fevereiro de 1694, forças militares derrotaram a última aldeia do Quilombo dos Palmares, seus filhos com Zumbi (HarmódioAristogíton e Motumbo) foram mortos em combate. Foi assim que Dandara planejou a própria morte, preferindo se jogar de um penhasco ao ser capturada e transformada em escrava novamente. 

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