Impactos da violência doméstica

A cada dois minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil. Em 2017, eram registrados em torno de 606 casos por dia. Nosso país apresenta a quinta maior taxa de feminicídio (significado no nosso dicionário), segundo a OMS. Só em São Paulo, os casos de violência doméstica aumentaram 30% durante a quarentena. Além das fortes consequências psicológicas e físicas sofridas pelas vítimas, a violência doméstica influencia no âmbito familiar e na sociedade.

Nos aspectos físicos, os efeitos são claros e visíveis. Esses podem ser considerados os hematomas, inflamações ou fraturas ósseas, que podem chegar a ser crônicas. Todas essas manifestações físicas podem prejudicar o desenvolvimento cognitivo da vítima, trazendo problemas para o resto da vida.

As complicações relacionadas com a integridade mental trazem sintomas muito mais internos. Podem ir de insônias, pesadelos, falta de concentração e irritabilidade até doenças mentais como a ansiedade, depressão ou síndrome do pânico. A violência doméstica traz cicatrizes muito profundas, tem resultados capazes de assombrar uma mulher para o resto da vida. “É possível distinguir uma mulher que sofre violência pelo modo como ela anda na rua. (…) ela não vai sorrir com tanta frequência” diz a professora mestra Maria Fernanda Terra, especialista no tema.

Já no âmbito familiar o social, as consequências estão relacionadas, trazendo mudanças profundas na sociedade e dando forças para a continuidade dessa violência. Crianças pequenas que vivem em um ambiente familiar e crescem convivendo com a violência doméstica tendem a assimilar esse comportamento na vida adulta. Muitas dessas crianças se tornam adultos violentos por conta do sofrimento na infância. Segundo Maria Fernando Terra, “As crianças sofrem violência quando as mães sofrem violência. Elas podem não apanhar, mas estão vendo as mães sofrerem.”

Desse modo, a violência doméstica vem acabando com a vida de muitas mulheres do Brasil. Influenciando não apenas no desenvolvimento da mulher, mas também no de sua família, esse crime vem construindo raízes na sociedade, o que lhe traz forças para crescer. Parece que a lei Maria da Penha não foi suficiente diante de uma sociedade machista e patriarcal.

 

Bibliografia: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/08/09/brasil-tem-mais-de-600-casos-de-violencia-domestica-por-dia-em-2017.ghtml

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/13/casos-de-violencia-contra-mulher-aumentam-30percent-durante-a-quarentena-em-sp-diz-mp.ghtml

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