Cultura do estupro

“Menina de 5 anos é estuprada após ser levada como pagamento de dívida com o tráfico”

 

“Estudante, de 23 anos, foi estuprada e espancada com uma barra de ferro em um ônibus que circulava pela capital indiana, em dezembro de 2012.”

 

“Bebê de 5 meses morre no PI com sinais de estupro e padrasto é suspeito”

 

O estupro “trata-se de comportamento extremamente constrangedor, antigo e absolutamente inaceitável”. Falar de “sexo ainda é tabu. Violência envolvendo sexo é duplamente tabu”, mas “a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil”, então “a gente precisa falar sobre isso, pois para que uma realidade mude ela antes precisa ser compreendida”.

“Qualquer forma de prática sexual sem consentimento de uma das partes, envolvendo ou não penetração, configura estupro” e isto, “não acontece só na favela, também se faz presente no trote universitário, nas baladas de classe média e dentro de casa” e tanto o estupro como o “abuso sexual são menos propensos a serem denunciados à polícia do que outros crimes” e essas são apenas algumas, das várias consequências da cultura do estupro.

“A palavra cultura não está apenas relacionada a artes, folclore e coisas bonitas. Ela também é usada para falar sobre comportamento coletivo. Cultura é uma palavra que tem muitas definições e uma delas se refere à maneira como as pessoas vivem em sociedade”, e por isso “temos que tomar muito cuidado ao naturalizar os nossos comportamentos, pois eles não são realmente naturais, e sim condicionados.” “A palavra culturano termo cultura do estuproreforça a ideia de que esses comportamentos não podem ser interpretados como normais ou naturais”.

 

Esses hábitos são caracterizados por frases como: “Flertou? Aceitou um copo de cerveja? Beijou na boca? Permitiu mão na bunda? Aceitou carona? Então sabia exatamente no que estava se metendo!” ou “sacanearam nada, mané. Ela que quis dar pra ‘tropa’”.  A “cultura do estupro é duvidar da vítima quando ela relata uma violência sexual”, “cultura de estupro é acreditar que quando uma mulher diz não, é apenas um jogo de sedução”. A cultura do estupro é ver a mulher como um objeto, e “um objeto não tem opinião ou vontade própria. Um objeto é apenas o que ele mostra ser, e é possível fazer o quiser com ele.”

 

“Se entendo que homens não nascem violentos, mas que são ensinados a serem violentos; se entendo que homens não são animais loucos por sexo, mas são estimulados desde crianças a não reprimirem a sua sexualidade; se entendo que numa sociedade patriarcal, como essa em que vivemos, onde os homens são mais valorizados do que as mulheres; e que tudo que é masculino é visto como um direito universal e tudo que é feminino é desvalorizado, entendo que a violência contra a mulher é fenômeno social.” (Izabel Solyszko, assistente social, professora e doutora em Serviço Social pela UFRJ)

 

Mas “se é cultural, nós criamos. Se nós criamos, nós podemos” mudar. “As pessoas não são ensinadas a não estuprar, mas sim ensinadas a não serem estupradas”, e essa é a realidade que precisamos modificar! Afinal “de burca ou pelada, nenhuma de nós merece ser estuprada!”

 

Neste texto quis mostrar, com palavras de outras pessoas (que encontrei em Blogs e Sites, e todos estes estarão aqui em baixo para vocês acessarem e obterem cada vez maiores informações sobre essa triste e cruel realidade), a cultura do estupro, algo que já está atrelado ao nosso cotidiano e muitas vezes, nem temos mais noção a respeito. E com isso, quem sabe, conscientizar pelo menos uma pessoa, para entrar nessa luta rotineira na qual vivemos para que possamos mudar o machismo cotidiano e transformar o mundo em um lugar onde todos se sintam a vontade de saírem na rua a hora que querem, com quem quiserem e onde quiserem, até porque, isso é um direito humano.

 

 

Vá além do que você leu aqui 🙂

Notícias

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/08/10/casos-de-estupro-aumentam-no-brasil-foram-60-mil-registros-apenas-em-2017.ghtml

https://www.ibahia.com/brasil/detalhe/noticia/menina-de-5-anos-e-estuprada-apos-ser-levada-como-pagamento-de-divida-com-o-trafico/

https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2018/10/15/bebe-de-5-meses-morre-no-hospital-de-floriano-com-sinais-de-estupro.ghtml

Textos e dados

https://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/cultura-do-estupro-antes-de-dizer-que-nao-existe-entenda-o-que-significa/

https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-que-e-estupro,70002008083

https://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/parem-de-me-culpar-diz-jovem-vitima-de-violencia-sexual-no-rio-de-janeiro/

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-saúde-feminina/violência-contra-as-mulheres/estupro

https://sergioluizbarroso.jusbrasil.com.br/artigos/401017631/cultura-de-estupro-quando-uma-mulher-diz-nao-o-que-ela-realmente-quer-dizer

https://examedaoab.jusbrasil.com.br/noticias/386291560/um-em-cada-tres-brasileiros-culpa-as-mulheres-por-estupro-diz-pesquisa

https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/o-que-e-cultura-do-estupro/

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12015.htm

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