Mulher na Arte

Fui ao MASP um dia e vi uma exposição linda sobre a cultura afro-atlânticas, mas um banner no fundo de um saguão me chamou atenção: era amarelo, tinha uma pessoa corpulenta (aparentemente uma mulher), com uma cabeça de um gorila deitada, e estava escrito:

“As mulheres precisam estar nuas para entrar no Museu de Arte de São Paulo? Apenas 6% dos artistas do acervo em exposição são mulheres, mas 60% dos nus são femininos.”

Isso me fez pensar: qual era o espaço das mulheres na arte? Elas são aceitas? O machismo existe até mesmo em uma forma de expressão de sentimentos? E infelizmente fui descobrir que sim, as mulheres são objetivadas e excluídas até mesmo em músicas, nos quadros, na literatura ou mesmo em danças.

Enquanto os homens sempre foram livres para esculpir e pintar, a mulher era limitada a cozinha, sem ter permissão de desenhar ou escrever. Hoje em dia, a permissão existe, mas a aceitação e inclusão não.

As mulheres no Brasil, por exemplo, foram apagadas da história da arte brasileira do século XIX, voltando a ganhar importância com o surgimento do modernismo, com destaque para Tarsila do Amaral e Anita Malfatti. Mas isso não aconteceu só em nosso país, como aconteceu no mundo: no Metropolitan Museum, em Nova Iorque, 5% das artistas na seção de arte moderna são mulheres. Em 2011, o artigo “Mulheres Ainda São Minoria na Arte?, constatou que diminuíram tanto a quantia de mulheres nas seções de arte moderna e contemporânea (de 5% para 4%), quantos os nus femininos ( de 85% para 76%).

A mulher em qualquer ramo da arte, é descriminada, e para que isso acabe, principalmente, o homem precisa deixar de ver o corpo da mulher como um objeto, para assim, poderem ser representadas em quadros por suas ações e não por seus corpos; poderem ser descritas por suas características mentais e não físicas, e acima de tudo, para poderem ganhar o espaço, para representarem o mundo com seus olhos.

Tanto mulheres quanto homens precisam ganhar o direito de se expressarem como consigam e queiram! Nenhum sentimento pode ser escondido. Nenhum dom pode ser censurado. Nenhuma paixão pode ser proibida.

Da uma olhadinha no trabalho dessas aqui:

Carmela Gross (artista multimídia), Dora Longo Bahia (artista multimídia)

Jac Leirner (artista plástica), Regina Silveira (artista plástica)

Vânia Toledo (fotografa)

Lygia Pape (escultora, pintora, cineasta)

Marieta Severo (atriz), Fernanda Montenegro (atriz), Gleen Close (atriz)

Elisabeth Nobiling (escultora)

Cecília Meireles (escritora), Adélia Prado (poetisa)

Giovanna Araujo (dançarina),

Anavitória (duo musical), Elis Regina (cantora), Alcione (cantora)

 

 

Biografia:

https://revistapolen.com/as-mulheres-a-arte-e-a-invisibilidade/

http://www.cidadaocultura.com.br/as-mulheres-na-historia-da-arte-brasileira/

http://centrocultural.sp.gov.br/site/a-representatividade-da-mulher-na-arte/

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